Política

13/08/2017 08:06

Hermínio Coelho critica ação do governo, após visita a Gleba Cuniã

O deputado Hermínio Coelho (PDT), na sessão desta quarta-feira (9), informou que, junto ao deputado Jesuíno Boabaid (PMN), esteve em alguns dos trechos da Gleba Cuniã que passa por uma ação de desapropriação por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Segundo Hermínio, os parlamentares puderam ver de perto algumas situações e destacou que por volta das 19h se deparou com várias viaturas da Polícia Militar, com grande efetivo de policiais.

“Sabemos que esses policiais estavam ali cumprindo ordens, mas acho interessante que nas nossas periferias, principalmente aqui em Porto Velho, seja nas zonas Leste, Sul, Norte ou até mesmo no centro, a bandidagem já tomou conta e não existe nenhuma ação do governo do Estado no sentido de coibir, combater a criminalidade que aumenta todo dia, aqui e no restante de Rondônia”, declarou Hermínio Coelho.

Por outro lado, o parlamentar criticou que, para “mexer com a vida de trabalhadores o governo monta uma verdadeira força tarefa, como se estivesse indo pra guerra”, frisou.

O deputado relatou que no local em que esteve acompanhado do colega Boabaid, ficou nítida a confirmação de que se trata de trabalhadores rurais. Hermínio disse se irritar quando chamam as famílias de invasores, bandidos, pois segundo o parlamentar, “mãos e pés calejados comprovam a vida que cada morador leva na roça”.

Hermínio Coelho citou um documento do Incra onde o Estado assentou famílias na mesma área em que hoje a Sedam atua com a operação de despejo, sob a alegação de se tratar de uma floresta extrativista.

“Lá não tem nada disso, a terra não é boa, não tem castanheira, não tem como viver do extrativismo. E a maioria desses trabalhadores quando chegaram nesse lugar já existiam as áreas derrubadas. Como esse país pode ir pra frente se quem produz é perseguido desse jeito”, questionou Hermínio Coelho.

O parlamentar informou que no local existem estradas, rede de energia elétrica e que máquinas do governo vão até a região patrolar as estradas. Para o deputado, se a área é uma Reserva Extrativista (Resex), os moradores deveriam ter sido retirados no dia seguinte a ocupação.

“Mas não deixa o trabalhador passar uma vida lá, trabalhando com muita dificuldade para construir sua residência, cultivar suas plantações, criar animais tudo para de repente. Sem respeito e sensibilidade alguma, o Estado chega humilhando e escorraçando os trabalhadores”, expressou o deputado.

O parlamentar, ao citar o caso de Corumbiara disse lamentar que no Brasil, de todas as lutas dos trabalhadores rurais, só existiu conquistas depois de tragédias, inclusive assassinatos.

O deputado questionou qual a dificuldade do Estado, junto com os trabalhadores da Gleba criar um projeto que proporcione as famílias a garantia de viver em paz e cada um com a responsabilidade de cuidar e preservar seu pedaço de terra.

“Não existe dificuldade nenhuma. Porque lá não tem trabalhador com moto-serra derrubando nenhuma árvore, mas tem pequeno produtor plantando. Qual o problema em se criar uma política pública, um projeto piloto para ajudar as famílias daquela e de tantas outras áreas na mesma situação”, indagou Hermínio.

Noruega e Alemanha

O deputado disse ter descoberto há pouco tempo que a Noruega e a Alemanha repassam anualmente ao Brasil, milhões de dólares para um fundo que atende a Amazônia e que recentemente os dois países assinalaram que não farão mais o repasse.

“Essas ações são resultados da pressão imposta por estes países investidores em programas de sustentabilidade. Mas o governo federal não investe e o nosso governo estadual não tem coragem de cobrar, de buscar mais alternativas, de defender, proteger o meio ambiente, os trabalhadores, ao invés de criar mais problema. É uma vergonha”, concluiu Hermínio que disse esperar por mais diálogo e menos truculência.


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